Março 2014 - Abel Carvalho

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Portal da Poesia Condenação

Recém saído da puérpera solidão da embriaguez decido:
Aceito as penas que me são impostas
Não recorrerei da minha condenação
Serei sacro,
Nunca santo,
Recebo o clausuro que me impuseram.

Claustro e disforme vomitarei as brenhas do tempo.

Se me vergastarem,
Receberei o meu açoite.

Natibundo engulo o celibato que me amealha,
Sucumbo ao esterco dos desejos de Onam.

Se me admoestam,
Afago os sonhos, que são muitos,
Com o desdém da quiromania do passado.

Não choro, não retrocedo, apenas multiplico,
Estendo a ti a minha sentença.

Seremos comparsas coniventes da tua imposição,
Tu Juiz,
Eu réu, sem direito a absolvição.

Abel Carvalho

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