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Roberto Rocha dá um “contra-zignal” em João Alberto e assume relatoria da CPI do BNDES


Se tivesse dormido no ponto, Roberto Rocha poderia ter levado um “zignal” do colega de bancada João Alberto (PMDB), que manobrou para pegar a relatoria da CPI.

Por Robert Lobato

Roberto Rocha será o relator da CPI do BNDES que terá senador Davi Alcolumbe como presidente.

O senador Roberto Rocha (PSB) foi escolhido para ser o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco no âmbito do programa de globalização das companhias nacionais.

O parlamentar maranhense é o autor do requerimento para a abertura da CPI, cuja instalação ocorreu ontem, 2, e contou com o apoio de 37 senadores, foi escolhido por indicação do presidente da Comissão e aprovado unanimidade pelo colegiado.

Para presidente e vice-presidente da comissão foram indicados os senadores Davi Alcolumbe (DEM-AP) e Sérgio Petecào (PSD-AC), respectivamente.

Em seu requerimento, Roberto Rocha propôs atenção especial à linha de crédito para a internacionalização de empresas operada a partir de 2007, ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi essa linha de crédito que permitiu aos irmãos Batista, donos da JBS, internacionalizar suas operações por meio da compra de frigoríficos em diversos países, com destaque para os Estados Unidos.

Além de financiar as aquisições da JBS, o BNDES ainda comprou participação na empresa por meio da BNDESpar, uma subsidiária. Hoje, o banco detém 23% do capital da JBS. Após investigações, o Tribunal de Contas da União (TCU) estimou em R$ 711 milhões o prejuízo até aqui acumulado pelo BNDES com essa parceria.

Contra-zignal
Se tivesse dormido no ponto, Roberto Rocha poderia ter levado um “zignal” do colega de bancada João Alberto (PMDB), que manobrou para pegar a relatoria da CPI.

Atento aos movimentos de bastidores em torno da composição da CPI, Roberto Rocha lançou-se contra as intenções de João Alberto e articulou, “por cima”, o seu nome para ser emplacado como relator e não deu outra: o socialista levou a melhor. Ou seja, Roberto deu o que se pode chamar de “contra-zignal” em João Alberto.

Ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), claro, não curtiu.