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Então
O dia em que vivia
O tempo
A regra
Uma agonia
Valores
Cores do sem fim

Antes
Ontem
Nem te via
Hoje guias
Meu rumo e meu destino
Reclino
Declino e me afasto
Faço lastro
Na riqueza do sem fim

Enfim
no fim te vejo
Te beijo
Te amo
E te desejo
Revejo
Planejo viver contigo
apenas
Um longo dia sem fim.

Abel Carvalho

À meia noite de hoje, João Alberto e Edison Lobão encerram carreiras políticas longevas e vitoriosas

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Ribamar Corrêa, repórter tempo - Em meio à agitação dos preparativos para a posse do novo Congresso Nacional, com a Câmara Federal renovada em mais de 60% e os dois terços do Senado com muitas caras novas, dois políticos maranhenses que estiveram em evidência nas últimas quatro décadas, ambos vitoriosos nas urnas, encerrarão suas carreiras como membros da Câmara Alta exatamente à meia-noite de hoje.
João Alberto e Edison Lobão, ambos do MDB, deixam o Senado depois de protagonizarem duas carreiras destacadas no cenário da política maranhense e no plano nacional. Expoentes do Grupo Sarney, ambos seguiram sim a liderança do ex-presidente José Sarney (MDB), mas mesmo atuando como homens de grupo, com um lado político assumido, cultivaram posições próprias, que nem sempre seguiram à risca a linha traçada pelo líder maior do sarneysismo.
João Alberto: carreira pautada na correção
João Alberto Souza (MDB) encerra uma carreira de mandatos longa, rica e decente aos 84 anos, depois de ter sido prefeito de Bacabal, deputado estadual (dois mandatos), deputado federal (quatro mandatos), senador da República (duas vezes), vice-governador e governador do Maranhão – só perdeu duas eleições, uma para deputado federal nos anos 70 e outra para prefeito de São Luís em 1992.
Economista, bancário e militante sindical de esquerda, entrou para a vida pública no Governo de José Sarney, no qual foi diretor da Rádio Timbira, da Merenda Escolar e do Banco de Desenvolvimento do Maranhão, tendo sido ainda secretário de Estado várias vezes. Ingressou na vida política como deputado estadual. Político de posições firmes, afeito a embates diretos com seus adversários, sempre disse o que pensou quando foi parlamentar, e sempre fez o que considerou correto quando governou Bacabal e o Maranhão.
Nos 11 meses e meio em que foi governador, ajustou a máquina pública, primou pela transparência – publicou todos os dias nos jornais o balanço financeiro do Estado -, e foi implacável no combate ao crime, adotando uma política de segurança pública que marcou época no Maranhão, e em menos de 360 dias realizou mais de 800 obras, mesmo enfrentando a má vontade do Governo de Fernando Collor.
Sempre defendeu rigor ético na política e encerra sua carreira sem um processo por improbidade e tendo presidido o Conselho de Ética do Senado por cinco vezes. Preside o MDB do Maranhão há mais de 20 anos e deve passar o bastão em meados de Fevereiro. Tem dito a amigos que vai continuar fazendo política e com a possibilidade de fechar sua trajetória candidatando-se a vereador de Bacabal em 2020. Tem como herdeiro o deputado federal reeleito João Marcelo (PMDB), seu filho, e o deputado estadual reeleito Roberto Costa (MDB), que segue sua liderança desde quando era militante estudantil.
Edison Lobão: carreira longeva com uma única derrota
Edison Lobão (MDB), que é advogado e jornalista – foi comentarista político do Correio Braziliense durante vários anos -, deixa o Senado aos 83 anos depois de ter sofrido a única derrota de uma das trajetórias mais bem-sucedidas e regulares da política do Maranhão dos últimos tempos. Foi duas vezes deputado federal, exerceu três mandatos e meio de senador e foi governador do Maranhão. 
Além disso, Edison Lobão foi presidente do Senado e ministro de Minas e Energia nos Governos dos presidentes Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). Como governador fez uma gestão dinâmica, com fortes investimentos em rodovias, tendo como destaque a construção da Avenida Litorânea, em São Luís.
Fez expressivos investimentos em educação e saúde, deixando um lastro respeitável de realizações. Como senador, foi um dos quadros mais ativos do Senado, tendo presido a Casa quando o então presidente, senador Jarbas Barbalho (PMDB-PA), perdeu cargo. Naquela Casa, Edison Lobão foi várias vezes presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante e cobiçada da Câmara Alta.
Como ministro de Minas e Energia, cargo que ocupou durante seis anos, sendo parte no Governo de Lula da Silva e parte no de Dilma Rousseff, comandou uma grande mudança na área de energia, ampliando a produção de energia elétrica e pondo em prática o Programa Luz para Todos, que levou energia a milhões de brasileiros, entre eles mais de um milhão de maranhenses. Edison Lobão foi citado nos escândalos que atingiram a Petrobras na Operação Lava Jato, mas até agora nada ficou provado contra ele, que afirmado ser inocente. Anunciou que vai continuar fazendo política.
Os dois serão sucedidos pelos jovens senadores eleitos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), eleitos no histórico pleito de 2018.

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