Lourival Souza: Consequências do fim do DPVAT - Abel Carvalho

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Portal da Poesia Poema em primeira pessoa

Estou vivo, ainda.
Tantos já se foram, eu não.
Quantos desafios ainda terei se não morrer?

Perdi pai, irmãos Perdi mãe, Reencontrei amigos, Muitos também se foram.

Eu sigo, estou vivo. Até quando?

Quantos não estão mais aqui...
Quantos dias terei que caminhar...

Estou vivo ainda...
Não sei por quantos dias,
Por quanto tempo caminharei sem destino
Quanto tempo a vida me vagueará...

Quando nós nos conhecemos?
Porque sofremos?
Quantos dias teremos?

A vida é assim...
Quantos dias foram reais...

Às vezes se mira o impossível
A vida é apenas um conjunto de sonhos e quimeras
Nunca
Nunca será a esperada era
O longo caminho que Deus vocifera
A quilha
O limo
A nódoa infante
Não se pode ter sempre o que se quer
E se você não está aqui
Os dias são mais difíceis

Eu, coadjuvante na batalha,
Pereço como tantos que se foram,

Sem contar os dias vacilo em perene devaneio
Ano após ano
Me perco em um passado sem futuro,
Em dias,
Em noites,
Pensamentos obscuros...
Vagueio entre os medos
Que eu mesmo construí

Se escapar, então,
Sei que vou consegui distingui
O Céu do Inferno
Heróis de fantasmas
A vida do fim...

Abel Carvalho

Lourival Souza: Consequências do fim do DPVAT

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Lourival Souza, engenheiro - O fim do DPVAT é um grande prejuízo para o SUS que deixará de receber 50% da verba arrecadada pela Seguradora Líder. Não atuando na prevenção estaremos recebendo cada vez mais pacientes e sem recursos, teremos mais óbitos e incapacitados temporária ou definitivamente para o trabalho, numa faixa etária de 18 a 34 anos quando deveriam estar altamente produtivos.
O Sistema Único de Saúde sempre foi deficitário, a verba que recebe da Seguradora Líder alavanca suas despesas e a ausência da mesma o tornará mais deficiente, não sabemos como o governo injetará recursos para o bom funcionamento e atendimento.
Cada dia mais temos mais veículos, mais população, mais acidentes de trânsito, mais vítimas, mais óbitos e menos recursos, menos investimentos, menos tudo na prevenção da mobilidade humana.
É inacreditável que máquinas criadas para facilitar a mobilidade do homem passam a ser utilizadas como arma de guerra. São hoje os instrumentos principais para aumentar a morbimortalidade. Transforma-se um instrumento extremamente útil em armamento pesado. Reduz-se a nossa produtividade com repercussão em todos os segmentos da sociedade. O homem como agente predador, ceifando vidas, produzindo sequelados e transformando o trânsito em verdadeira batalha.
Na realidade vemos que o DPVAT deixa de aplicar a maior parcela do arrecadado na prevenção. Não temos que atuar no tratamento, precisamos impedir que o indivíduo saudável repentinamente dê entrada num pronto socorro vítima do trauma de trânsito. Isso hoje é uma epidemia. O DPVAT reserva apenas 5% para prevenção que não vemos. O que é melhor, vacinar a população através de educação continuada ou não vacinar e deixar a epidemia invadir os hospitais. A imunização desse mal só depende de atuação drástica das autoridades, DPVAT, ONGs e Sociedade, todos temos que dar proteção a vida.
Apesar de fraudes, de atuação ineficaz na preservação da vida e valores incompatíveis para educação de trânsito não vemos a erradicação do Seguro DPVAT uma medida que gere benefício a alguém. Os valores pagos pelo DPVAT são irrisórios e mostra a desvalorização da vida.
A Seguradora Líder dos consórcios de seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) indeniza milhares de cidadãos vítimas dessa guerra.
Pensar no prejuízo momentâneo produzido nos leva a contabilizar valores de resgate, internação, cirurgias, unidade de terapia intensiva, enfermaria, fisioterapia e outras tantas coisas. Esse é um custo alto, porém, mais para frente vamos deparar com valores incalculáveis. Considerando que a idade média desses jovens é em torno de trinta anos e que o brasileiro tem capacidade produtiva até os sessenta e cinco anos, teremos para cada perda trinta e cinco anos de ausência de produção. Significa dizer que perderemos anos de trabalho.
Difícil calcular, mas a cadeia de produção cai, o país desce degraus amargos, a população sofre. Reduzem-se verbas para ministérios. A saúde, educação, segurança serão certamente as mais comprometidas. Caminharemos para o caos ano a ano.
Estamos diante de uma doença epidêmica negligenciada pelos governos em suas várias instâncias. Todos conhecem a vacina para erradicar esse mal. Precisamos de ações multidisciplinares e consolidadas para implantar com rigor a ordem e paz no trânsito.
Por Dirceu Rodrigues Alves
Fonte: portaldotransito.com.br

CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB (Lei nº 9.503/97)
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

MICROMOBILIDADE
Os novos modais do trânsito e seus desafios de segurança viária são uma realidade que veio para ficar. E centros de pesquisa do mundo todo já estão se debruçando sobre essas questões. Por exemplo, um estudo americano revelou que quase 9% dos acidentes com patinetes estão relacionados a colisões com outros veículos. Por conta disso, o CESVI realizou um estudo para investigar as dificuldades que o condutor do automóvel tem em visualizar patinetes e bicicletas no trânsito. Fonte: http://www.cesvibrasil.com.br/

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