Edgar Moreno: Reflexão contemporânea - Abel Carvalho

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Portal da Poesia Quantas Poesias?

Quantas poesias faria pra ti na mesma noite?
Todas que o meu amor coubesse...
E nelas realizaria todos os teus sonhos
Os meus sonhos
Os nossos sonhos
Enfim...

Quantas poesias teria feito pra ti se já vivemos juntos?
Todas que o meu amor coubesse em um ano
Em tantos anos que já tivéssemos vividos, assim

Mas seriam poemas de regozijo e alegria
Versos de amor e fantasia
Nunca rimas de dor
Saudade e desespero como agora

Você sempre acaba abandonando alguém
Para ficar com outra pessoa
Dor estranha
Saudade sem nexo
Não querer sair
Não querer ficar

Que confusão lírica
Odisseia de amores perdidos
Ditos como verdadeiros
E silos de dissabores e devaneios

Canção
Caução
Correção inacabada
Vitiligo que nunca escurece
Amor
Amor sem fim
Sem ti
Sentir
Sem mim
Sem tom
Sem sentido
Sem dia
Sem noite
Enfim assim...

Abel Carvalho

Edgar Moreno: Reflexão contemporânea

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Por Edgar Moreno
COSTA FILHO, João Batista da que também representa o heterônimo Edgar Moreno.


A cada dia o mundo é mais mundo. Convive-se com uma mescla espontânea, calculista e múltipla dos fatos, dos atos e o homem se pede em sua própria razão de ser inteligente e progressista. Na busca de uma perfeição inatingível e de soluções práticas aos problemas que o afligem, o homem pensa, repensa, ora não pensa, dispensa, cria, copia, deturpa, repassa, o homem faz e desfaz. As teorias viram fórmulas, as fórmulas somam aos inventos, que se consolidam em fama, tragédias, novos desafios. Já não há limites nem leis ao Homo sapiens, que a cada dia quebra um recorde: a hora encurta, o segundo multiplica-se, o homem faz-se “super”, o luxo vira lixo, o lixo luxo e o grande mundo já parece pequeno para os excessos, retrocessos e abscessos que o povoam. Cumpre-se o dizer dos nossos avós: “a roda grande passa pela pequena”. É o progresso que o homem constrói.


Mas será a evolução progressista que está a tornar o homem menos homem? É o descaso aos padrões sociais, étnicos e morais, próprios dessa espécie “superior”. Esquece-se de privilégios como a imagem e semelhança divina e de virtudes tão caras como a modéstia e a fraternidade; praticam-se o egoísmo e a negligência, verdadeiros entraves à compreensão do homem pelo próximo e por si mesmo. O homem animaliza-se em seu próprio habitat, os bons modos se rarificam, enquanto prolifera-se todo o tipo de violência: violência física, moral, política, econômica, jurídica, abusos e omissões humano-sociais. Há um fio de paz que se recolhe ameaçado; quebra-se a esperança de esperança justa e ajustes sociais; viola-se o inviolável; corrompem-se os sedentos de justiça; evapora-se a honra; solidifica-se a dor moral; vela-se a vida.


A cada dia o mundo é mais mundo e a humanidade carece cada vez mais daquele apego fraterno, cívico e moral que só engrandece o homem, a pátria, a vida. Morrem os bons modos e costumes como morre a luz do candeeiro. O tempo não anda, corre. O homem sobrevive à sua própria sorte: cego para os seus malfeitos, surdo para a voz da consciência, mudo para o gemido da paz, coxo para as boas práticas inebriando-se em seu próprio veneno.
Não há vexame em remediar, vive-se. Tudo acaba por normal, até a crítica aprende a conviver com as mazelas e infrações sociais, cada vez mais, mais, mais... e o homem cada vez menos.

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