Antônio Melo: pobre país rico - Abel Carvalho

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Decreto proíbe a realização de eventos em Bacabal

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Portal da Poesia Poema em primeira pessoa

Estou vivo, ainda.
Tantos já se foram, eu não.
Quantos desafios ainda terei se não morrer?

Perdi pai, irmãos Perdi mãe, Reencontrei amigos, Muitos também se foram.

Eu sigo, estou vivo. Até quando?

Quantos não estão mais aqui...
Quantos dias terei que caminhar...

Estou vivo ainda...
Não sei por quantos dias,
Por quanto tempo caminharei sem destino
Quanto tempo a vida me vagueará...

Quando nós nos conhecemos?
Porque sofremos?
Quantos dias teremos?

A vida é assim...
Quantos dias foram reais...

Às vezes se mira o impossível
A vida é apenas um conjunto de sonhos e quimeras
Nunca
Nunca será a esperada era
O longo caminho que Deus vocifera
A quilha
O limo
A nódoa infante
Não se pode ter sempre o que se quer
E se você não está aqui
Os dias são mais difíceis

Eu, coadjuvante na batalha,
Pereço como tantos que se foram,

Sem contar os dias vacilo em perene devaneio
Ano após ano
Me perco em um passado sem futuro,
Em dias,
Em noites,
Pensamentos obscuros...
Vagueio entre os medos
Que eu mesmo construí

Se escapar, então,
Sei que vou consegui distingui
O Céu do Inferno
Heróis de fantasmas
A vida do fim...

Abel Carvalho

Antônio Melo: pobre país rico

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Antônio Melo, jornalista - Com toda pompa o governo brasileiro anunciou que os Estados Unidos -tão bonzinho- retirou o veto à nossa entrada na OCDE -Organização para Cooperação e Desenvolvimento e Econômico. Em troca, havia exigido que saíssemos da OMC -Organização Mundial de Comércio, coisa que até Jair Bolsonaro nenhum outro presidente concordara.
A OMC tem 164 países membros e garante tratamento especial a todos eles, principalmente com prazos maiores e oportunidades diferenciadas em acordos e compromissos internacionais, coisa que os chamados países desenvolvidos, os da OCDE são impedidos de acessar.
Na Organização Mundial de Comércio o Brasil ocupa posição de liderança. Quando -e se- entrar para a OCDE, vai ocupar a última posição nesse estranho “clube dos países ricos”. Mas teremos que deixar a OMC, abrindo mão de todas as suas benesses e à posição de liderança. Talvez, de uma hora para outra, tenhamos ficado ricos também.
Pouco importa que o nosso ministro da Economia diga alto e bom som que o Brasil está quebrado, no fundo do poço. Desajeitado, sugere até que o parlamento não só autorize o orçamento, mas também diga em que o executivo pode gastar. Algo assim como você pagar ao seu empregado e dizer como ele pode gastar o salário que ganha.
Bom, mas deixa para lá. Estamos batendo à porta do clube dos ricaços, não importando que o número de pobres por aqui, segundo a última pesquisa PNAD, tenha passado de 53 para 55 milhões, sendo que dentre estes, 15 milhões são miseráveis. Fazem a mágica de sobreviver com menos de 140 reais por mês. Já os pobres têm situação melhor, sobrevivem com até 406 reais. Também nem precisa considerar o número de desempregados ter ultrapassado em centenas de milhares a casa dos 13 milhões de brasileiros.
O que importa é que estamos em marcha batida para a OCDE, o clube dos ricos, o paraíso. Claro que seria muito bom que os quase futuros colegas não soubessem, por exemplo, que no Piauí, segundo a mesma pesquisa, 91% da população não tem nenhum tipo de esgotamento sanitário; que no “Brasil acima de tudo” mais de 15% da população ainda não tem acesso a abastecimento d’água, e 10% não têm coleta de lixo. Aliás, nesse particular o Maranhão continua imbatível: 33 por cento das casas não conta com esse serviço. Já no Acre, em pleno século XXI, 33% das casas não têm banheiro.
Mas somos ricos, sim. Vamos entrar para a OCDE. Botamos até a nossa base espacial de lançamento de satélites, em Alcântara, do Maranhão que não consegue recolher o lixo das casas, à disposição dos americanos, da Nasa.
Ah, tem um pequeno detalhe. Para fazer parte da OCDE a gente tem que pagar uma grana preta. O governo ainda nem disse quanto é. A imprensa anda pressionando, bisbilhotando, querendo saber, mas o pessoal do Planalto diz que ainda não sabe, que é intriga, fakenews.
Mas vai faltar dinheiro não. Dando mais um apertinho na educação, na saúde... Com certeza tem. Tem sim.

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