Antônio Melo: Governo Bolsonaro. Cadê o Messias? - Abel Carvalho

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Porque tudo morre?
Porque existe a morte.
Porque existe a morte?
A morte não existe,
A morte é o fim.
A morte é o mais pleno,
Absurdo e absoluto
Poder da ausência.

Abel Carvalho

Antônio Melo: Governo Bolsonaro. Cadê o Messias?

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Antônio Melo,  jornalista - Difícil dizer para onde nosso país vai sendo levado, quando se completa o período de uma gestação do atual governo. Desconhecem-se os planos para a economia -nosso maior problema até porque dele derivam os demais- e o presidente, sem nenhum pudor, revela sua total ignorância -inapetência mesmo- para com o tema como se não fosse afeto a ele, presidente.
Ficamos, portanto, nas mãos do doutor Paulo Guedes e da sua visão única de mundo. Esse, sinceramente, além de algumas palestras, pouco tem trazido para nos afastar do monstro da crise. É verdade que a inflação continua domada. Já o desemprego, indômito. O dólar aos pulos, assombra. O capital estrangeiro em agosto, segundo dados da bolsa de valores, fugiu aos bilhões de reais. Dinheiro especulativo. Mas, também o relatório do Banco Central pintou com os números das más notícias na quinta feira. Basta dizer que no acumulado dos oito primeiros meses de 2019 o saldo positivo da nossa balança comercial é de US$ 31,75 bilhões. Dinheiro não especulativo. 13,4% menor que o do mesmo período de 2018. O dr. Guedes projeta quase 60 bilhões de saldo nas exportações neste ano. Delírio. De prometer nosso ministro é bom. Prometeu que zerava o déficit público já em 2019. Não zerou este ano e nem vai zerar em 2020. Pura lorota. O orçamento que Guedes preparou e o governou mandou para o Congresso prevê um rombo de mais de 124 bilhões de reais para o próximo ano. E pode aumentar.
Enquanto a crise grassa, sua excelência, ignorante confesso em economia, passou a bola a Paulo Guedes. Guedes, cintura dura, jogou a pelota no peito de Rogério Marinho, que armou a firula da reforma trabalhista que redundou no gol dos milhões de empregos. Grande comemoração, o Brasil ganhou. Mas na hora de conferir pelo VAR, viu-se que não houve gol nenhum, só quem perdeu foi o povo: 12 milhões de desempregados, desmonte das organizações dos trabalhadores, retirada de diversos direitos trabalhistas.
Como um autêntico Felipão que escalava jogador na seleção porque tinha alegria nas pernas, o doutor Guedes também tem os seus preferidos. Escalou Marinho como capitão do time da reforma da previdência. É bom de firulas, de enganar o adversário, a oposição. E ele, Guedes, foi lá cuidar de não-se-lá-o-que pois isso dá muito trabalho. Talvez seja com a reforma da reforma trabalhista, pelo que andam falando à boca pequena nos jornais.
Enquanto essas coisas acontecem, o nosso presidente se diverte: choca o país falando em cocô, comparando o governador de São Paulo e ex-aliado João Dória a uma ejaculação precoce; mente e depois tem que reconhecer que mentiu perante o STF em relação ao pai do presidente da OAB; agride a ex-presidente do Chile e Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachellet; desanca países que são nossos maiores parceiros comerciais; agride as ONGs; desacredita instituições sérias do próprios governo respeitadas internacionalmente como o INPE e o IBGE; coloca em dúvida relatórios até da NASA que mostram as queimadas criminosas e o desmatamento sem controle na Amazônia; tenta desmoralizar seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, por enxergar nele um sério concorrente em 2022; idolatra ditadores, Alfredo Strossner (Paraguai) e Augusto Pinochet (Chile) reconhecidos no mundo inteiro como genocidas.
E nós, a plateia de quase 220 milhões de brasileiros, esperamos ansiosos que chegue primeiro de outubro para que finalmente se completem os nove meses e, finalmente, nasça o governo de Jair Bolsonaro, o messias prometido.

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