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Antônio Melo: Educação – privatizar ou investir?

Por Antônio Melo
Jornalista

Você liga o televisor, William Bonner, bem dentro do roteiro da famiglia Marinho, anuncia que o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), principal organismo de aferição da educação básica do mundo, mostrou uma realidade terrível: de 2012 a 2015 o Brasil estagnou nas áreas avaliadas (matemática, ciências e leitura). Isso jogou o país no grupo daqueles com nota abaixo da média.


Visto assim, a gente entra em depressão, claro. Tudo culpa do PT. Do Lula, principalmente. Vamos bater panela.


Aí, como jornalista curioso, me dou ao trabalho de pesquisar, consultar fontes não ligadas a partidos, a descobrir coisas. Vamos às descobertas:


O PISA é um programa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que reúne exclusivamente países desenvolvidos, mas avalia nações que não fazem parte da entidade, como o Brasil.


Isto posto, passemos aos achados do PISA:


Antes de tudo, uma surpresa que, para mim, não é tão grande assim. O Jornal Nacional, não fora ventríloquo da famiglia Marinho, poderia ter anunciado a seguinte e verdadeira notícia:


BONNER: Desempenho de estudantes brasileiros dos institutos federais supera o dos países desenvolvidos, incluídos aí Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão.
RENATA: Já as escolas da rede privada ficaram abaixo da média dos países desenvolvidos avaliados pelo PISA.

BONNER: A avaliação dos alunos das redes municipais e estaduais ficou abaixo, das redes particulares.


Essa boa notícia certamente seria dada assim pela Globo, no início de um governo com o seu patrocínio. Como o de Collor, por exemplo, que teve o ex-presidente como notícia descendo uma escadaria interna do Palácio do Planalto ao som da trilha de Indiana Jones, o filme, em matéria narrada pelo intrépido Alexandre Garcia.

E por que notícias são dadas dessa forma? O que se quer? A quem interessa?
Não sei se você percebeu, mas o Brasil está à venda. É preciso convencer os brasileiros de que aqui tudo é ruim. O bom é o que vem de fora. Ou é privatizado. O governo não sabe administrar. Não faz nada que preste. Se os números mostram o contrário, esconde-se.

O PISA provou que quando se investe e incentiva a educação, como se fez nos últimos anos, dá resultado. Foi assim, recentemente. De 1500 até o governo FHC haviam sido construídas 190 escolas federais no Brasil. No governo dele, FHC, foram 11 novas escolas técnicas. Os governos que vieram depois, exceção ao atual, construíram 214 institutos federais, implantaram o programa Ciências Sem Fronteiras, proporcionando conhecimento em outros países a mais de 100 mil estudantes (o programa está sendo extinto pelo atual governo), abriram 1 milhão e 200 mil vagas nas universidades privadas, criaram 18 novas universidades.


Isso não pode e não deve ser valorizado. Pelo contrário. É ruim, para as privatizações.

Bom é o ambiente atual do país.

Estados e municípios endividados, quebrados.

Mas o governo tem fórmulas mágicas para socorre-los. Desde que vendam o melhor do seu patrimônio. O Rio assaltado está sendo obrigado a vender a Cedae, a companhia de águas de lá. O Rio Grande do Norte do crime, a Caern, a companhia de águas, de cá. O Rio Grande do Sul sucateado e falido, também vai ter que vender suas empresas.

E a educação, que já está comprovado que com investimento a molecada dá show, como é que fica? Onde é que estados e municípios vão arranjar recursos para fazer os investimentos que a ela precisa? Com o juiz Moro?


DIREITO DE SABER – A Rede Globo, Veja, Estadão ou Folha já divulgaram por que o ministro Fachin, relator da lava-jato, pediu para o Ministério Público investigar o ex-presidente FHC? Eu não vi. Alguém viu?

DIREITO DE SABER II – É verdade que a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, teria almoçado (ou jantado) com o ex-presidente FHC nos últimos dias, mesmo havendo um pedido de investigação sobre ele? Se for verdade, isso é bom para o país?