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Lourival Souza: ação educativa em faixa de pedestres - 50ª ação

A Campanha SOS VIDA e parceiros realizaram dia 24.08.2016 a 50ª(quinquagésima) ação educativa em faixa de pedestre. O local do evento foi...

Treine Reis Magos

Treine Reis Magos


A Campanha SOS VIDA e parceiros realizaram dia 24.08.2016 a 50ª(quinquagésima) ação educativa em faixa de pedestre. O local do evento foi a faixa da Av. Marechal Castelo Branco, no bairro São Francisco, próximo à ponte, em São Luis.


A ação, como de costume, realizou a entrega de panfletos educativos para condutores de veículos e pedestres, deu orientação verbal a pedestres e exibiu faixas educativas.

Esta ação teve a colaboração dos parceiros Universidade CEUMA, SMTT-Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, CEREST-Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, estadual e SEST SENAT- Serviço Social no Transporte; Serviço Nacional de Aprendizagem no Transporte.





URGENTE AGOSTO 2016: CONCURSO DO BID PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS
BID lança concurso para premiar iniciativas inovadoras em promoção da segurança viária
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou a quarta edição do concurso Governarte – Prêmio “Eduardo Campos”.

O concurso Governarte destina-se a identificar, premiar, documentar e disseminar experiências inovadoras em gestão pública em governos locais na América Latina e no Caribe (ALC).



Na edição 2016, serão aceitas inscrições de iniciativas de governos subnacionais (estados e municípios) desenvolvidas autonomamente ou em parceria com outros níveis de governo, com organizações da iniciativa privada, da academia ou da sociedade civil.
O período de inscrições para as iniciativas da categoria de promoção da segurança viária se encerra dia 5 de setembrode 2016.O prêmio será entregue em um painel de Segurança no Trânsito no âmbito do Fórum Internacional das Nações Unidas Habitat III, que será realizado em meados de outubro de 2016 na cidade de Quito, no Equador. Um representante de cada iniciativa vencedora será convidado a participar da respectiva cerimônia de premiação com todas as despesas de viagem custeadas pelo banco.
Convidamos os potenciais interessados a revisar todas as informações e requisitos do prêmio no site oficial do concurso: http://www.iadb.org/gobernartePara maiores detalhes e outras consultas, entre em contato via gobernarte@iadb.orgFonte: http://www.vias-seguras.com/

CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (LEI Nº 9.503/97)
Art. 81. Nas vias públicas e nos imóveis é proibido colocar luzes, publicidade, inscrições, vegetação e mobiliário que possam gerar confusão, interferir na visibilidade da sinalização e comprometer a segurança do trânsito.


ACIDENTES COM PEDESTRES



Mais de 12.000 pedestres por ano são vítimas fatais de acidentes de trânsito.
O número de pedestres mortos no trânsito pode ser avaliado a partir da base de dados Datasus do Ministério da Saúde.

LEMA DA SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO
EU SOU + 1 POR UM TRÂNSITO+ SEGURO!
18 A 25 DE SETEMBRO

Por Lourival Souza
Facebook: Campanha SOS VIDA 

Instagram: @campanhasosvida E-mail: valorizacaoaavida@gmail.com
Fones: (98)98114-3707(TIM)/98891-1931(OI) 99202-1431(VIVO)/98423-0606(CLARO)
A mensagem que se transmite no cinema é misteriosa, de fato. É uma mensagem que permite várias interpretações e depende da maneira como os elementos visuais e auditivos são estruturados. Além disso, a imagem do cinema pode significar uma forma de experiência da realidade para o espectador. O que se sabe é que nenhum outro meio conseguiu a façanha de contar e recontar muitas histórias a ponto de confundir realidade e ficção como o cinema.

Segundo alguns historiadores, nos tempos remotos, já se podia desvendar indícios do registro de imagens em movimento. Ainda que estáticos, os desenhos nas paredes das cavernas sugeriam uma ação quando eram representados em pequenas sequências. Por outro lado, o teatro de sombras, que surgiu na China há muitos séculos, também foi uma maneira original de trabalhar com a ideia de imagem em movimento. As histórias eram contadas através de projeção de figuras humanas, de animais ou de objetos manipulados sobre paredes ou telas de linho.

No século XV, foi desenvolvida a câmara escura, o primeiro aparelho com a intenção de projetar imagens. Entre os inventores desse objeto, destacam-se: Leonardo da Vinci e Giambattista Della Porta, que aprimorou o invento no século XVI. Só para esclarecer, câmera escura era uma caixa fechada, com um pequeno orifício coberto por uma lente, no qual penetravam e se cruzavam os raios refletidos pelos objetos exteriores, projetando a imagem invertida no fundo da caixa. Já na metade do século XVII, foi utilizado o princípio inverso da câmara escura para criar a lanterna mágica, outro tipo de caixa, porém cilíndrica, iluminada a vela, que projetava as imagens desenhadas em uma lâmina de vidro, conforme escritos do alemão Athanasius Kircher.
Um ponto interessante a se falar sobre cinema, deu-se em 1895, no Gran Café, em Paris, onde foi realizada a primeira apresentação pública de imagens projetadas pelo cinematógrafo. Esse momento foi realmente considerado o marco que deu início a toda a história do cinema. Já o título de cineasta foi dado pela primeira vez, em 1896, a Louis Lumière, francês, filho de um famoso fotógrafo e proprietário de uma indústria de filmes e papéis fotográficos, o que justifica a paixão de Louis Lumière à arte cinematográfica. Louis Lumière recebeu esse título pela primeira vez ao captar imagens diversas e realizar documentários curtos. Nessa época, o cinema oferecia aos espectadores a reprodução de imagens captadas em contextos reais, que no caso, era uma espécie de documentário bem curto sobre o cotidiano. As projeções tinham aproximadamente 2 minutos de projeção e eram filmadas ao ar livre.
Um detalhe interessante sobre o cinema se dá no fato de que foi na Europa seu marco inicial, porém se desenvolveu nos Estados Unidos, até se tornar rapidamente em ares de indústria nesse país. Em Hollywood, o cinema prosperou por um considerável tempo, tendo Hollywood se tornado o maior pólo de estúdios cinematográficos do mundo. É sabido por todos que até os dias de hoje os filmes de Hollywood são imbatíveis no que se refere à qualidade, distribuição e bilheterias mundiais.
Com o passar dos anos, as técnicas de cinema evoluíram, surgindo a ideia de não somente capturar imagens e transmiti-las, mas de contar uma história, com personagens e roteiro. Depois daí, foram vários os filmes que surgiram no mercado. Os cineastas também passaram a fazer filmes cada vez mais bem elaborados, aprimorando inclusive algumas técnicas de linguagem.
Com a Primeira Guerra Mundial, a produção europeia se enfraqueceu e os Estados Unidos passaram a dominar o mercado cinematográfico mundial. Os anos de 1919 e 1960 foram marcantes e esse período ficou conhecido como a Era do Estúdio. Período em que houve grande proliferação de estúdios e produções. Atores e atrizes famosos atraíam multidões para as salas de cinema, destacando-se: Charles Chaplin, Rodolfo Valentino, Lillian Gish. Os mesmos apareciam em maior destaque nos cartazes de cinema do que os próprios títulos.
Outro ponto de destaque no percurso histórico do cinema, foi quando lançaram o primeiro filme falado, chamado de “ O cantor de jazz”, que criou um furor nas plateias, assim como no meio cinematográfico, além de provocar importantes mudanças nas artes cênicas.
O que se sabe é que o cinema já passou por inúmeras mudanças desde seu surgimento, e hoje a indústria do cinema movimenta grandes fortunas e arrasta multidões aos cinemas do mundo inteiro. Segundo informações dos noticiários, os dez filmes de maior faturamento são compostos de obras lançadas do início da década de 90 aos anos 2000, dentre eles: “Titanic”, “o senhor dos anéis”, “o retorno do Rei e Piratas do Caribe”, que muitos leitores desta coluna já devem ter assistido a tais filmes. O fato é que o cinema se caracteriza pela constituição de uma “ impressão da realidade” e nesse sentido reside sua principal importância à sociedade. Viva o cinema!


Por Welyson Lima
Welyson Lima é natural de Bacabal. Em 2011 ingressou no Curso de Letras (Português/Espanhol, respectivas Literaturas) do CESB-UEMA vindo a graduar-se no 2º semestre de 2014. Sempre muito estudioso, já obteve aprovação em muitos concursos vestibulares, tais como: Serviço Social (CEUMA-2015), Comunicação Social (UFMA-2015), Ciências Humanas-Sociologia (UFMA-2015), Jornalismo (UNICEUMA-2015) e também neste mesmo curso na Faculdade Estácio de Sá (São Luís-MA) no 1º semestre de 2016. É Letrólogo e sua área de conhecimento e de especialidade é Linguística e Letras. Foi Colunista Social do Portal Castro Digital e também prestou serviços ao Jornal “ O Mearim”, onde foi revisor/ corretor textual e redator. Cursou Iniciação Teatral através da Semuc de Bacabal (2013). Atua no grupo de Teatro “Faces da Arte”, onde assume o cargo de Secretário Geral. É também professor. Seu maior prazer é ler/escrever (uma atividade que considera constante e necessária). É fascinado em Teatro e outras expressões artísticas, já atuando inclusive, como ator amador. Participou dos curtas “ Tô fora” e “ Visão de um dependente químico”. Escreveu juntamente com o poeta e cronista Costa Filho, a peça teatral “ O saco do pobre” (2013) e escreveu também a peça “ Bacabal, conta sua história! ” (2016).
É dezembro, e o finzinho de 2014 me leva a rabiscar a última crônica do ano. Muito me ocorreu e isso teima em reprisar-me como um filme. Mas não quero ficar tecendo retrospectivas, isso deixo para as emissoras de televisão ou a meus editores no editorial do mês. Prefiro arriar os óculos por uns instantes e me importar desses meninos aqui da minha rua.
Agora eles são um bando. E outros há que não sei ao certo de onde são. E ficam a correr em suas bicicletas nada novas. Acho que o Papai Noel deles não está com essa bola toda! Ou nunca esteve. Mas o incrível é que nem os calhaus que montam (inadequados para sua idade), nem suas roupas simples, nem seus corpos sujos são capazes de apagar-lhes o sorriso, de afetar a felicidade que os habita desde os pés descalços ao bonezinho suado na cabeça. Essa liberdade de ir e vir para cima e para baixo, de correr a rua inteira gritando uma frase besta e qualquer, de pôr a bike no muro para alcançar goiabas verdes, de passar com seus carangos a poça de lama do baixão, isso para eles significa o maior barato, ou como se diz virtualmente “é top”, embora às vezes a noção de perigo seja tão iminente para mim, quanto invisível para eles. E isso é o que me obriga agora a desconcentrar-me da frase para ralhar com um deles que, já em grande altura, escala o poste, rente ao muro. Ai, que susto! Que moleque sem juízo!
−Desce daí, menino! – tenho que ser duro para evitar o pior. Ele obedece, mas em compensação todos eles somem dali para outras ruas. E a perca é toda minha. Mas logo surge o Rhuan, a quem chamo “Bruno”. (A meu ver, esse é o nome que combina com o moleque. Tenho esse hábito de trocar os nomes das pessoas a partir de suas feições e modos, sobretudo das crianças. Assim os primos Vítor e Pablo já até se habituaram, ainda que com certa contrariedade. Ora, veja, pois: Pablo deve ser o mais gordinho e escuro, enquanto Vítor combina melhor com o clarinho, franzino e saliente, se bem que no quesito ‘saliência’, ambos empatam. Wanderson, o vizinho do baixão, achei por bem chamá-lo Miguel, pelo moleque ser magrinho, claro e obstinado. Já os gêmeos Ítalo e Ícaro, nunca sei de fato, quem é quem, portanto, com eles meu hábito é uma questão de sorte).
Mas voltando à cena, lá está o “Bruno”. O moleque me disse certa vez que quando adulto queria ser policial. Quis saber por quê. E ele não hesitou na resposta: “Pra matar ladrão”. Tentei explicar que o papel da polícia não é matar, mas proteger, todavia não sei até que ponto o menino acreditou em mim. Já seu irmão – cujo pai é outro, mas nenhuma das crianças tem em casa a figura de pai que não a do avô – foi mais sonhador, e disse em sua pequena gagueira:
−Eu `ero `êr úper ômi. – entendi da criança o sonho de voar, salvar pessoas do perigo, ser útil à humanidade. Mas concluí que a real intenção do guri era ser superior aos bandidos e assim poder exterminá-los com seus poderes de “super-homem”.
Ergo as vistas. Torno a vê-los surgir na esquina do frigorífico. Amontoam-se. Um dos gêmeos lidera o papo. Mas como a lei deles seja ágil como os tais, logo se debandam e já pedalam cá perto tomando corrida, “Jluizinho” e “Pablo”. Somem todos de novo...


Recobro-me. Torno ao topo da folha. Vejo que meu maior motivo já não é a crônica, mas, esses moleques felizes. Releio o texto. Acho-o gracioso. E uma coisa me chama a atenção: é um escrito singelo e doce, sem adulto que não um cronista intruso embebido nesses pequenos gestos. Talvez por isso o tenha vindo tão fluidamente. Melhor, pois, é fechá-lo já. Assim estimo que minha última crônica de 2014, leve ao novo ano um ar de bom e doce recomeço e que sejamos todos felizes como essas crianças.

Por Edgar Moreno
COSTA FILHO, João Batista da que também representa o heterônimo Edgar Moreno.
De acordo com reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente já está em Brasília para tentar conquistar votos

COM INFORMAÇÕES DO ESTADÃO CONTEÚDO
Bancada do Maranhão no Senado deve votar unida (Foto: Fotomontagem)

BRASÍLIA - De acordo com reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está em Brasília para tentar conquistar votos contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT). O petista teve uma conversa reservada com o senador Edison Lobão (PMDB).
Com três integrantes, a bancada do Maranhão no Senado deve votar unida e demonstra insatisfação com o loteamento de cargos federais pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB).
Lobão foi ministro de Minas e Energia nos governos de Lula e Dilma. Ele já votou contra a presidente afastada na primeira fase, mas agora diz estar indeciso. O PT tenta ainda tenta atrair os senadores João Alberto (PMDB) - que havia se posicionado a favor de Dilma, mas na última sessão foi contra - e Roberto Rocha (PSB). A ordem da cúpula petista é atender às reivindicações de todos nas disputas municipais, mesmo que para isso seja necessário mudar parceiros nas alianças.
Em conversas reservadas, os senadores também dizem estar sendo pressionados por eleitores, já que Dilma teve votação significativa no Maranhão e, apesar da crise política, ainda mantém uma rede de apoio. Flávio Dino (PCdoB), o governador maranhense, sempre foi aliado do PT, mas não escondeu a contrariedade com algumas alianças feitas pelo partido na campanha para as prefeituras.

Além dos postulantes a cargos nas eleições municipais de 2016, outros políticos também estão interessados no pleito, mesmo sem disputar diretamente o voto do eleitor.

Alguns suplentes de deputados estaduais e federais, que disputaram a eleição em 2014, também possuem interesse nas eleições, pois podem acabar herdando o mandato.
Na Assembleia Legislativa, são cinco deputados estaduais que estão disputa – Wellington do Curso e Eduardo Braide (São Luís), Roberto Costa (Bacabal), Alexandre Almeida (Timon) e Francisca Primo (Buriticupu) – e podem trocar o mandato do Legislativo pelo Executivo.
CAMILO FIGUEREDO É SUPLENTE DE ROBERTO COSTA
Roberto Costa foi eleito pela coligação “Pra Frente Maranhão” e caso se eleja prefeito de Bacabal, a sua vaga será herdade pelo primeiro suplente, o ex-deputado estadual Camilo Figueiredo.
Já Marcos Caldas, que voltou essa semana para a Assembleia Legislativa, é o primeiro suplente da coligação “Força Jovem” e irá torcer para que Alexandre Almeida se eleja prefeito de Timon para ele permanecer no parlamento estadual.
Caso Eduardo Braide se eleja prefeito de São Luís, a vaga será herdada pelo primeiro suplente da coligação “Vamos Juntos Maranhão”, o ex-deputado Jota Pinto. A mesma expectativa vive o médico e suplente do PT, Yglesio Moyses, que está na torcida pela eleição de Francisca Primo em Buriticupu.
YGLESIO É O PRIMEIRO SUPLENTE DO PT
Já no caso de Wellington do Curso, existe uma curiosidade. Caso Wellington se eleja prefeito da capital maranhense, a vaga será assumida pelo primeiro suplente da coligação “Mudança Para Um Novo Maranhão”, Luciano Genésio. O problema é que Genésio também é candidato a Prefeitura de Pinheiro, se Genésio também se eleger, a vaga ficaria para o segundo suplente, o vereador de Imperatriz, Rildo Amaral.
Entre os deputados federais, apenas Eliziane Gama é candidata. A parlamentar almeja ser prefeita de São Luís e em ela se elegendo, a beneficiada será a primeira suplente da coligação “Todos Pelo Maranhão”, Luana Alves, esposa do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves.
Vale lembrar que dos seis deputados (cinco estaduais e um federal) que estão na disputa eleitoral, apenas dois – Alexandre Almeida e Eduardo Braide – se licenciaram dos cargos, os demais seguem tentando fazer o quase impossível de conciliar uma campanha eleitoral com o mandato parlamentar.
Blog Jorge Aragão
Prefeita Carmem Neto
A prefeita de Mata Roma-MA, Carmem Silva Lira Neto, foi denunciada na polícia por empregar parentes na prefeitura só para receberem dinheiro público sem trabalhar.Carmem deu emprego para duas irmãs e uma sobrinha. Ana Kleide Lopes Lira (irmã), Maria Edna Lira de Sousa (irmã) e Francisca Maria Freitas Lira (sobrinha) foram nomeadas como orientadoras escolar.
De acordo com a denúncia, os familiares da gestora“recebem remuneração superior aos outros servidores ocupantes do cargo de Orientador Escolar, possuindo a requerida ANA KLEIDE LOPES LIRA inclusive empenho em seu favor no valor de R$ 17.460,00.”
Ainda de acordo com a denúncia, os parentes da prefeita residem no município de Quiterianópolis, no Estado do Ceará. A Sobrinha de Carmem Neto, por exemplo, filiou-se no ano passado ao PDT de Quiterianópolis.
Mas isso não é o mais grave. Foi constatado que das três familiares da gestora, duas recebem Bolsa Família pelo Ceará, conforme consta no site eletrônico do programa do Governo Federal.
Em razão de se tratar de recurso federal, a prefeitura e suas parentes foram denunciadas na Polícia Federal e no Ministério Público Federal. Além disso, foi protocolada uma ação no Tribunal de Justiça do Maranhão pedindo o afastamento de Carmem Neto.
Prefeitura de Mata Roma (2)
Prefeitura de Mata Roma (1)
Prefeitura de Mata Roma (3)
Reajuste no valor do beneficio já começa em janeiro de 2017. Foto: Divulgação
Reajuste no valor do beneficio já começa em janeiro de 2017. Foto: Divulgação
O Governo do Estado inicia na segunda-feira (29) o período de novos credenciamentos de estabelecimentos comerciais, nos municípios maranhenses, para a venda de materiais escolares aos beneficiários do programa “Bolsa Escola (Mais Bolsa Família)”, no próximo ano. O decreto emitido pelo governador Flávio Dino estabelecendo o prazo de credenciamento das empresas também oficializa o reajuste de 12,5% no valor do benefício, que passará de R$ 46,00 para R$ 51,00, a partir de janeiro de 2017.
Para o credenciamento dos novos estabelecimentos – que vai do dia 29 deste mês a 30 de outubro próximo -, os interessados deverão atentar para os critérios estabelecidos no decreto do Executivo, entre os quais, estar quite com todas as suas obrigações fiscais e jurídicas. Os estabelecimentos comerciais que queiram participar do programa deverão requerer o credenciamento acessando o linkwww.bolsaescola.sedes.ma.gov.br e juntar aos documentos exigidos.
O Programa “Bolsa Escola (Mais Bolsa Família)” foi criado pelo governador Flávio Dino, sob a coordenação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes). De acordo com o titular da pasta, secretário Neto Evangelista, o escopo inicial do programa tinha com meta beneficiar 1, 2 milhão de estudantes da rede pública estadual, com idade entre 4 e 17 anos.
Com a abertura do período de novos credenciamentos dos estabelecimentos comerciais interessados em realizar a venda dos materiais escolares em seus municípios, o governo inicia uma nova fase do programa e promoverá todos os ajustes necessários para atingir a meta total de abrangência da ação.
“Sem dúvida, avançamos muito na estruturação desta ação transformadora que tem como objetivo proporcionar mais dignidades aos nossos alunos da rede estadual de ensino. É um programa que começou grande, pois foi nossa primeira experiência com a implantação de um programa estadual de transferência de renda, único no país que complementa o recurso federal do Bolsa Família e é destinado à compra de material escolar. Nós sabemos o quão importante é para a autoestima dessas crianças e adolescentes poder comprar materiais de qualidade e que muito lhes servirão em sua jornada escolar”, disse Neto Evangelista.
Elis Rocha da Cunha Brito, mãe de Luma, Maria Vitória e Luiz Henrique conta que o apoio para a compra de material das crianças aliviou o orçamento doméstico. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Elis Rocha da Cunha Brito, mãe de Luma, Maria Vitória e Luiz Henrique conta que o apoio para a compra de material das crianças aliviou o orçamento doméstico. Foto: Gilson Teixeira/Secap
Para 2017, o governo vai ampliar as equipes técnicas para monitoramento do processo de compra e venda dos produtos escolares autorizados pelo programa, nos municípios. Visa, ainda, a realização de forças-tarefas para mobilizar o comércio local em todo o estado e agilizar o processo de cadastramento das empresas interessadas no programa.
Para 2017, o Governo do Estado espera efetivar um número ainda maior de credenciamentos de estabelecimentos comerciais para a venda dos materiais escolares contemplados pelo programa. Para o primeiro ano de execução do programa, o Governo do Maranhão habilitou 841 empresas.
O empresário Thiago Pontes, proprietário da THP Papelaria, primeiro estabelecimento a receber o selo de habilitação para a venda dos produtos este ano, considerou louvável a iniciativa do governo em desenvolver o programa. Ele analisou que a ação coincidia com o momento de estagnação que o setor comercial vivia em decorrência da crise econômica nacional. “O programa não representa apenas um ato de inclusão social e educacional, ele envolve e estimula outros setores que também precisam do apoio governamental para se desenvolverem e contribuir com o desenvolvimento econômico do Estado”, disse o empresário.
A visão do empresário é corroborada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). Além de ser um benefício que favorece diretamente os estudantes de baixa renda, a circulação do recurso no comércio do município proporciona um incremento na economia local. “Em muitos municípios maranhenses, principalmente naqueles com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, o comércio é uma das principais atividades econômicas e esse recurso ajuda a recuperar o volume de vendas, garantindo fôlego aos empresários já no início do ano”, comentou o chefe do Departamento de Contas Regionais do Imesc, o economista Dionatan Silva Carvalho.
O recurso é disponibilizado em cota única, no início de cada ano para a compra de material escolar. A retirada do benefício é feito por meio de um cartão de débito que, à medida que forem recebidos pelos beneficiários, são desbloqueados pelo órgão executor do programa. Os beneficiários até 90 dias para realizar a compra dos produtos nos estabelecimentos credenciados pelo Governo do Estado, nos municípios.
Com o aumento da margem per capta para as linhas de extrema pobreza e pobreza – que passaram de R$ 77 para R$ 85 e de R$ 154 para R$ 170, respectivamente, conforme anunciado pelo Governo Federal, para concessão da Bolsa Família, o programa ‘Bolsa Escola (Mais Bolsa Família) também acompanhará a mesma margem para a concessão do benefício estadual de transferência de renda, o que significa que mais estudantes serão beneficiados pelo Bolsa Escola, no Maranhão.
Desenvolvido com recursos oriundos do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop), o ‘Bolsa Escola (Mais Bolsa Família)’ amplia a rede de favorecidos pelo Bolsa Família já que não impõe limites de filhos por família.
O auxílio é destinado a estudantes como o filho de 14 anos da diarista Raimunda Nonata Martins, 53 anos, moradora da Cidade Olímpica, em São Luís. Para ela, o recurso veio a calhar para a família, principalmente nesse momento de crise econômica. “Muitas das vezes, a gente não tem dinheiro para comprar esses materiais, ainda mais agora que as coisas estão tão difíceis. Sem dúvida, vai nos ajudar muito”, relatou.

Levantamento do TSE mostra que o Maranhão está à frente com 11 cidades onde apenas mulheres são candidatas

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51 cidades têm só mulheres candidatas à prefeitura
Por Rosanne D’Agostino
Levantamento feito pelo G1 nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 51 municípios terão só mulheres na disputa para a prefeitura nestas eleições. É exatamente o mesmo número do pleito de 2012.
 Segundo os dados do TSE, os municípios onde a população vai eleger obrigatoriamente uma prefeita estão localizados em 17 estados.
 Já sete dessas cidades têm como única candidata uma mulher: Jati (CE), Altamira do Paraná (PR), Estrela Velha (RS), Salto Veloso (SC), Alto Alegre (SP), Nova Granada (SP) e Ocauçu (SP).
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta sexta-feira, 26, em Brasília para tentar conquistar votos contra o impeachment de Dilma Rousseff, que está afastada do Palácio do Planalto desde 12 de maio. Além de se encontrar com sua sucessora, Lula teve uma conversa reservada com o senador Edison Lobão (PMDB).
Com três integrantes, a bancada do Maranhão no Senado promete votar unida e demonstra insatisfação com o loteamento de cargos federais pelo presidente em exercício Michel Temer. Questões regionais, como as disputas para as prefeituras, em outubro, também pesam na decisão do grupo.
Lobão foi ministro de Minas e Energia nos governos de Lula e Dilma. Ele já votou contra a presidente afastada, mas agora diz estar indeciso. O PT ainda tenta atrair os senadores João Alberto (PMDB-MA) – que havia se posicionado a favor de Dilma, mas na última sessão foi contra — e Roberto Rocha (PSB-MA).
A ordem da cúpula petista é atender às reivindicações de todos nas campanhas municipais, mesmo que para isso seja necessário mudar os parceiros nas alianças.
Em conversas reservadas, os senadores também dizem estar sendo pressionados por eleitores, já que Dilma teve votação significativa no Maranhão e, apesar da crise política, ainda mantém uma rede de apoio.
Flávio Dino (PCdoB), o governador maranhense, sempre foi aliado do PT, mas não escondeu a contrariedade com algumas alianças feitas pelo partido na campanha para as prefeituras.  (Estado de São Paulo)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu junto ao Supremo Tribunal Federal que políticos não podem ter participação, mesmo que indireta, em empresas de radiodifusão.
A manifestação de Janot foi feita nos autos de uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) movida pelo PSOL em dezembro do ano passado, justamente contra a posse de rádios por políticos.
Pela atual legislação, o político pode ser sócio de rádio ou TV, mas não pode exercer cargo de diretor.
Janot pede decisão cautelar para que o governo federal não outorgue ou renove concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a políticos, sob o argumento de que a prática viola “a isonomia, o pluralismo político e a soberania popular”.
Nos pedidos de cautelares, o procurador-geral ainda solicita que o Judiciário e o Congresso Nacional não dê posse a políticos eleitos que sejam, direta ou indiretamente, sócios ou associados de empresas de radiodifusão.
“Pessoas jurídicas controladas ou compostas por detentores de mandato parlamentar podem interferir e de fato interferem, na medida do interesse de seus sócios e associados, na divulgação de opiniões e de informações, e impedem que meios de comunicação cumpram seu dever de divulgar notícias e pontos de vista socialmente relevantes e diversificados e de fiscalizar o exercício do poder público e as atividades da iniciativa privada”, escreveu Janot.
Dados divulgados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), com base em estatísticas da Anatel e do Tribunal Superior Eleitoral, apontam que 30 deputados federais e oito senadores atualmente são sócios de empresas de radiodifusão. (Folha de SP)


Presidente afastada prestará depoimento ao Senado nesta segunda (29).
Lula, 18 ex-ministros e presidentes de partidos acompanharão sessão.

Filipe Matoso e Gustavo GarciaDo G1, em Brasília

Aliados da presidente afastada Dilma Rousseff defendem que ela faça um discurso "duro" e "firme" no Senado nesta segunda-feira (29), quando vai ao plenário para se defender no julgamento final do processo do impeachment.
Para senadores ouvidos pelo G1 e para o advogado de defesa, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, Dilma deve, além de enfatizar que não cometeu crime, não cair em eventuais provocações de adversários.
No entanto, os aliados da petista divergem sobre o uso dos termos "golpe" ou "golpista" no pronunciamento, com previsão de duração de 30 minutos, prorrogáveis por período indeterminado a critério do presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).  
O depoimento de Dilma é esperado como um dos principais atos do julgamento do impeachment. Esta vai ser a primeira vez que ela irá ao Congresso desde que foi afastada da Presidência da República, em maio.
A sessão está prevista para começar às 9h. Após o pronunciamento, Dilma receberá perguntas formuladas pela acusação, pela defesa e por senadores e poderá responder se quiser. Assessores e aliados dizem que a disposição dela é responder.
Segundo a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), ministra e amiga pessoal de Dilma, senadores contrários ao impeachment vão se reunir com a presidente afastada no fim de semana para definir a estratégia a ser usada na segunda-feira.
Um dos que defendem o tom mais “duro” no discurso de Dilma, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avaliou que a presidente afastada precisa resistir e não cair em possíveis “provocações” de parlamentares favoráveis ao impeachment.
Ele disse também acreditar que Dilma não deve “elevar o tom”, fazer acusações contra senadores, apontar eventuais envolvimento deles em casos de corrupção ou chamá-los de “golpistas”.
Ex-ministro de Dilma, o senador Armando Monteiro Neto (PTB-AL), por sua vez, defendeu que a petista faça uma fala “firme” durante a sessão, “como é a característica” da presidente afastada.
“Ela tem que fazer uma fala firme e ser altiva. Evidentemente, se ela puder temperar sua fala com um toque mais humano, é sempre bom. E não me parece que ela está vindo aqui apontar o dedo aos senadores, chamá-los assim [golpistas]. […] Até porque não seria uma linguagem própria e não a ajudaria nesse contexto [de julgamento]”, declarou o G1.
Na mesma linha, o senador Jorge Viana (PT-AC) declarou que Dilma deverá “enfatizar” e “deixar claro” que não cometeu crime de responsabilidade.
“O depoimento dela será num tom de respeito ao Senado, mas procurando justiça, claro. Tem que ser o tom da verdade e certamente não vai sair disso”, disse. “A presidenta está sofrendo uma grande injustiça, ela tem, sim, direito à indignação, mas vai tratar com respeito os senadores”.
Sobre a ida de Dilma ao Senado, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) defende que ela faça um discurso “com o coração” a fim de sensibilizar os senadores.
“Ela tem que falar com a razão, a alma e o coração. O melhor para o Brasil não é o impeachment. E, depois da volta dela, precisamos ter um clima de reconciliação nacional para haver um governo de unidade”, defendeu o peemedebista.
Divergência
Uma das principais aliadas de Dilma no Senado, Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), por outro lado, disse “discordar” dessa tese, pois acredita que a presidente afastada deve, sim, chamar de “golpistas” os senadores que defendem o impeachment. “Por que ela esconderia isso?”, indagou.
Para Vanessa Grazziotin, a sessão de segunda será um “debate muito forte” porque “todos os lados estão muito nervosos”.
“Se alguém no plenário elevar o tom contra ela [Dilma], algum senador, não será ela quem responderá. Seremos nós, no outro lado do plenário”, declarou. “Gente, alguém vai para o abatedouro como um cordeiro que é mansinho?”, indagou.
O advogado de Dilma no processo, José Eduardo Cardozo, disse ao G1 não saber o tom que Dilma usará em seu discurso, mas afirmou que “certamente será de uma chefe de Estado acusada injustamente”.
“Dilma fará uma contextualização política sobre o assunto e abordará os aspectos que considera mais descabidos nas acusações contra ela. Eu usei o termo ‘golpista’ o tempo inteiro, por escrito e nas minhas falas, assim como vários juristas de todo mundo têm utilizado, e não vejo por que ela não fazê-lo [chamar senadores de golpistas]”, afirmou o ex-ministro da Justiça.
Lula
Na segunda, Dilma contará com uma estrutura especial no Senado. Além de parte do gabinete do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi colocada à disposição dela a tribuna de honra do plenário, onde poderão ser acomodados ex-ministros e auxiliares.
Ela vai ter a presença de seu mentor político e antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lista de pessoas que vão acompanhar Dilma na sessão tem ainda 18 ex-ministros – como Jaques Wagner (Casa Civil) e Aloizio Mercadante (Educação) –, presidentes de partidos – entre eles Rui Falcão (PT) e Carlos Lupi (PDT) – e assessores que a acompanham no Palácio da Alvorada.

Anne Warth

Luiz Gonzaga Belluzzo depõe no segundo dia de julgamento de Dilma Rousseff© Fornecido por Estadão Luiz Gonzaga Belluzzo depõe no segundo dia de julgamento de Dilma Rousseff
BRASÍLIA - O economista Luiz Gonzaga Belluzzo criticou o processo de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff. Ele estava listado inicialmente como testemunha de defesa no processo, mas participa agora apenas como informante, a pedido do advogado de defesa de Dilma José Eduardo Cardozo, que foi aceito pelo presidente da sessão, Ricardo Lewandowski. “Considero que o afastamento da presidente pelos motivos alegados é um atentado à democracia”, afirmou, em depoimento no plenário do Senado.
Belluzzo disse ter uma grande preocupação com a sobrevivência da democracia no País. O economista disse que o País foi beneficiado por um ciclo favorável à exportação de commodities entre 2004 e 2010, mas que o governo cometeu erros quando houve uma desaceleração da economia. “Vou dar a minha opinião”, destacou.
Belluzzo foi questionado pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Regina Sousa (PT-PI). Na avaliação dele, a crise internacional ainda não terminou, uma vez que a maioria dos países ainda estão com taxas de juro negativas.
“Há uma perda de dinamismo nas economistas capitalistas a partir da crise de 2008”, afirmou o economista. “A economia brasileira sofreu os efeitos dessa crise, sim. No meio desse processo, quisemos fazer um ajuste fiscal que só agravou essa situação.”

Rita Loiola

Professor de Direito da Uerj, Ricardo Lodi é ouvido na condição de informante durante o terceiro dia da sessão de julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff© image/jpeg Professor de Direito da Uerj, Ricardo Lodi
Último a ser ouvido neste sábado no Senado, o professor de Direito Ricardo Lodi afirmou que não é qualquer violação à lei de orçamento que pode virar crime de responsabilidade. Ele foi interpelado apenas como informante no julgamento do impeachment, por ter atuado como perito e advogado de Dilma Rousseff. Lodi afirmou que a “analogia entre atrasos e operações de crédito foi uma construção criada depois dos fatos serem supostamente praticados”. O depoente encerrou a fase de testemunhas de defesa da noite de sábado.
“A mudança que houve sobre a questão da compatibilidade entre os decretos de crédito suplementar e a meta fiscal foi a criação de direito novo, não por alteração da letra da lei, mas por alteração da interpretação”, disse. “A Constituição e a lei de impeachment falam de atentado à Constituição. A partir do acórdão do TCU, de outubro de 2015, é que essa interpretação é alterada com fator retroativo, para atingir a fatos já praticados.” Ele avaliou a decisão do TCU como uma “inovação no direito orçamentário”, que só poderia ser aplicada em casos futuros.
A acusação protestou contra a oitiva de Lodi. O senador Ricardo Ferraço (PSDB) disse que, como Lodi advoga para Dilma Rousseff e se expressa nas redes sociais com parcialidade em relação ao processo, seu depoimento é “patético”. “Mais do que um advogado, estamos aqui diante de um militante”, comentou. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, reiterou que Lodi presta esclarecimentos como colaborador. Poucos governistas se inscreveram para questionar a testemunha.
Crime de responsabilidade
Mais cedo, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa defendeu a edição de decretos que liberam créditos suplementares feita por Dilma Rousseff, afirmando que ela seguiu “estritamente o que está na lei”. Segundo Barbosa, o quarto indicado pela defesa a falar no processo de impeachment, não há “base para crime de responsabilidade da presidente da República, nem na edição de decretos, nem na questão do pagamento de passivos junto aos bancos públicos”.
Segundo a denúncia, a edição dos decretos feriu a lei por ter sido feita sem o aval do Congresso Nacional. Barbosa, que respondeu a questionamentos de senadores durante cerca de oito horas como testemunha de defesa de Dilma Rousseff, afirmou que o sistema de elaboração dos decretos existe há mais de uma década.
(Com Estadão Conteúdo)

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