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Inquérito contra Márcio Jerry está sob relatoria de Vicente de Paula

Documento é composto por dois volumes contendo quase 300 páginas. Secretário de Comunicação e Assuntos Políticos é suspeito de corrupção passiva

Por Yuri Almeida


Documento obtido com exclusividade pelo ATUAL 7 mostra que foi distribuído para a relatoria do desembargador Vicente de Paula Gomes de Castro, do Tribunal de Justiça do Maranhão, o inquérito policial instaurado pelo 1º Departamento de Investigação de Crimes Funcionais, subordinado à Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), contra o secretário estadual de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Saraiva Barroso, por suposto crime de corrupção passiva.

O ofício foi encaminhado ao magistrado pelo superintendente da Seccor, delegado Roberto Wagner Fortes, no final de fevereiro desde ano. No documento, é informado sobre a remessa de um envelope lacrado com os autos da investigação contra o principal auxiliar do Palácio dos Leões, com o relatório final, composto por dois volumes contendo quase 300 páginas.


No início desta semana, procurado pela reportagem, o TJ-MA estranhamente negou, por duas vezes, que os autos já tivessem sido repassados pela Seccor. A informação ainda chegou a ser confirmada pela assessoria do Fórum de São Luís. O carimbo de “Termo de Recebimento” da Secretaria-Geral do Plenário, porém, desmente ambos.

Segundo os autos do inquérito policial, Márcio Jerry é suspeito de haver oferecido dinheiro a uma liderança para que fosse encerrado um protesto que ocorria em frente ao Palácio dos Leões contra os atrasos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) no pagamento do transporte escolar para a região de Grajaú.

Conforme revelado pelo ATUAL 7 há cerca de duas semanas, a determinação para a abertura de inquérito contra o secretário foi proferida pela juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. A magistrada atendeu a pedido da promotora de Justiça Moema Figueiredo Viana Pereira, da 3ª Promotoria Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa, que já havia recebido os autos do Ministério Público Federal (MPF).

Além de Jerry, a ex-assessora especial do governador Flávio Dino, Simone Limeira, também figura no processo como investigada. Ela é suspeita de haver pedido e recebido propina para a mesma liderança que teria sido alvo da suposta tentativa de suborno de Jerry. Embora não possua foro privilegiado como o secretário de Comunicação, Limeira acabou sendo beneficiada pelo desembargador-relator do processo por haver conexão dos fatos.

Por ordem de Vicente de Paula, inclusive, o processo foi colocado e segue sob total sigilo judicial.