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Estou vivo, ainda.
Tantos já se foram, eu não.
Quantos desafios ainda terei se não morrer?

Perdi pai, irmãos Perdi mãe, Reencontrei amigos, Muitos também se foram.

Eu sigo, estou vivo. Até quando?

Quantos não estão mais aqui...
Quantos dias terei que caminhar...

Estou vivo ainda...
Não sei por quantos dias,
Por quanto tempo caminharei sem destino
Quanto tempo a vida me vagueará...

Quando nós nos conhecemos?
Porque sofremos?
Quantos dias teremos?

A vida é assim...
Quantos dias foram reais...

Às vezes se mira o impossível
A vida é apenas um conjunto de sonhos e quimeras
Nunca
Nunca será a esperada era
O longo caminho que Deus vocifera
A quilha
O limo
A nódoa infante
Não se pode ter sempre o que se quer
E se você não está aqui
Os dias são mais difíceis

Eu, coadjuvante na batalha,
Pereço como tantos que se foram,

Sem contar os dias vacilo em perene devaneio
Ano após ano
Me perco em um passado sem futuro,
Em dias,
Em noites,
Pensamentos obscuros...
Vagueio entre os medos
Que eu mesmo construí

Se escapar, então,
Sei que vou consegui distingui
O Céu do Inferno
Heróis de fantasmas
A vida do fim...

Abel Carvalho

Roberto Costa fecha 2019 como líder de um movimento destinado a mudar a cara do MDB maranhense

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Roberto Costa encara o desafio de mudar a cara do MDB no Maranhão
Ribamar Corrêa, repórter tempo  - Nos últimos tempos, o Maranhão tem assistido a líderes da nova geração assumir e dar sobrevida promissora a partidos que caminhavam para a prateleira da História política estadual, a exemplo do hoje deputado federal Márcio Jerry, que comandou a transformação do PCdoB na maior força política maranhense da atualidade, e do deputado federal Juscelino Filho, que tirou o DEM da gaveta do esquecimento e devolveu-lhe parte da força de outros tempos. Nesse cenário de redefinições e transformações partidárias, o deputado estadual Roberto Costa fecha 2019 como o líder que, desafiando a lógica e empreendendo uma complicadíssima obra de engenharia política, está redesenhando a cara ao MDB no Maranhão, o que significa, em certa medida, mudar também a cara do sarneysismo. Atual vice-presidente do partido, o deputado tem usado habilidade e ousadia para oxigenar a maior e mais importante cidadela política do sarneysismo, enfrentando o poder de caciques, os quais, inicialmente resistentes, vão aos poucos compreendendo que o MDB tem de se renovar, sob pena de acabar. O ano que termina foi decisivo para que o MDB, sob o comando eficiente do ex-senador João Alberto e fortemente influenciado pela ala jovem comandada por Roberto Costa, tenha dado passos largos no caminho da renovação.
A guinada começou após o anúncio do resultado das eleições de 2018, quando o MDB foi duramente castigado nas urnas: não elegeu Roseana Sarney governadora, perdeu duas vagas no Senado, só elegeu dois deputados federais (Hildo Rocha e João Marcelo) e dois estaduais (Roberto Costa e Arnaldo Melo). Por pressão da ala jovem, o MDB iniciou um movimento para mudar o comando e a linha de ação. Em meados de dezembro do ano passado, a ex-governadora Roseana Sarney se dispôs a substituir a João Alberto na presidência do partido, mas Roberto Costa se contrapôs, argumentando que o MDB precisava de uma mudança radical, que dessa vez às novas lideranças, e anunciou a própria candidatura a presidente. Roseana Sarney reagiu vetando-o. O partido começou 2019 num cabo de guerra entre Roberto Costa e Roseana Sarney, com a participação do deputado Hildo Rocha, que também vetou Roseana Sarney e se lançou candidato. Diante do risco de um racha fatal, em março foi selado um acordo: João Alberto na presidência tendo Roberto Costa como vice-presidente.
Roberto Costa assumiu na prática o comando político do partido, adotando uma linha de ação mais flexível, adotando uma linha pragmática na Assembleia Legislativa, abrindo canais de conversação, como as sondagens para lançar o juiz federal Carlos Madeira candidato a prefeito e diálogo com outras alas do Grupo Sarney, aproximando o braço maranhense do novo presidente nacional, deputado federal paulista Baleia Rossi, ele próprio líder de uma guinada que renovou o comando nacional do partido. Essa relação foi estreitada ao longo do ano e resultou na vinda de Baleia Rossi ao Maranhão, em novembro, onde foi homenageado por Roberto Costa na Assembleia Legislativa e participado de um encontro de líderes emedebistas cujo ponto alto foi o lançamento da ex-governadora Roseana Sarney como candidata a prefeita de São Luís – ela ficou de pensar.
Roberto Costa atua agora para costurar rasuras internas, dialogando com as diversas correntes do partido, numa operação destinada a alcançar a unidade do MDB para as eleições municipais do ano que vem. Na semana passada, por exemplo, esteve em Brasília, onde manteve várias reuniões com o presidente emedebista, uma delas ao lado do deputado Hildo Rocha, a quem pediu apoio para prosseguir com os ajustes no MDB maranhense. Agora, o desafio maior é preparar o partido para as eleições municipais, tendo como estratégia básica lançar candidatos no maior número possível de municípios, a começar por São Luís e Imperatriz. Enquanto isso, seu principal avalista, o ex-senador João Alberto, mantém o partido bem administrado, como uma máquina política com estacas fincadas em todas as regiões do Maranhão, devendo lançar pelo menos 120 candidatos a prefeitos e centenas de candidatos a vereador.
2020 será decisivo para o projeto de renovação do MDB comandado por Roberto Costa com o aval da ala jovem e, em certa medida, dos caciques do partido.

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