Zé Lopes: Terça-feira de carnaval, cinzas e muita chuva. - Abel Carvalho

Matéria do Dia

Roberto Costa entrega cestas básicas no Codozinho

  O deputado Roberto Costa deu continuidade às ações de entrega de cestas básicas e dessa vez ele esteve junto à comunidade do Codozinho, ac...

Portal da Poesia


Portal da Poesia Condenação

Recém saído da puérpera solidão da embriaguez decido:
Aceito as penas que me são impostas.
Não recorrerei da minha condenação.
Serei sacro,
Nunca santo,
Recebo o clausuro que me impuseram.

Claustro e disforme vomitarei as brenhas do tempo.

Se me vergastarem,
Receberei o meu açoite.

Natibundo engulo o celibato que me amealha,
Sucumbo ao esterco dos desejos de Onam.

Se me admoestam,
Afago os sonhos, que são muitos,
Com o desdém da quiromania do passado.

Não choro, não retrocedo, apenas multiplico,
Estendo a ti a minha sentença.

Seremos comparsas coniventes da tua imposição,
tu juíza,
Eu réu, sem direito a absolvição.

Abel Carvalho

Zé Lopes: Terça-feira de carnaval, cinzas e muita chuva.

Share This
Zé Lopes, poeta, compositor e cantor - E nós, que sempre fomos criados na cultura do carnaval, vivemos o bastante pra ver a terça feira gorda em um silêncio ensurdecedor, e o dia frio nos faz fechar os olhos e voltar no tempo.
Blocos, escolas, turmas, clubes, barracões, bandas, baterias, fanfarras, fantasias, concursos e o pó, Maizena, confete, serpentina, viraram artigos do ontem, e o hoje é pandemia, onde uma vacina politizada não dá nenhuma certeza do normal, que vem 'viraluzada' de novo normal.
Álcool em gel tomou o espaço do velho álcool bebível, e nas mãos não dá barato e nem embriaga. A cloroquina, a ivermectina e a azitromicina, substituíram o velho e bom Engov, o Xantinon e o Metiocolin. No tem mais cheiro de Loló, Lança Perfume e Rodor, a máscara anti momesca impediu o tontinho e o zuuuummm, e estamos cada vez mais tristes e isolados dentro de uma atipicidade cheia de contaminação e morte.
Saudades de tudo que fizemos em prol do Zé Pereira, dos imensos carnavais, dos clarins, dos sujos, dos mascarados, fofões e foliões com suas fantasias tradicionais, radicais, engraçadas e até muitas vezes bizarras.
Saudades dos sambas de Zé Jardim, Laurindo, Tôca, Pedro Paulo, Durval, Coletor, Evilazio, Paulo Campos, Abel Carvalho, das Marchinhas de Dió, Masa, Perboire Ribeiro, Walter Corrêa, Brasilino Miranda. Era um Bacabal folião, era uma época festiva, mas que hoje desandou é nem esperou a quarta feira oficial. Continue a leitura clicando AQUI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Bottom Ad